Natal em tempos de pandemia: como fazer?
A DGS deixa algumas recomendações.
A uma semana do Natal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou algumas recomendações para evitar o aumento de contágios por Covid-19, nesta época.
"É uma quadra em que temos de nos adaptar aos novos tempos e à situação pandémica em que nos encontramos", disse o sub-diretor-geral da Saúde, Rui Portugal, em conferência de imprensa.
É preciso, por isso, "planear com cuidado" os encontros familiares e "gerir as expectativas de cada um, nomeadamente dos mais novos".
Eis as 10 recomendações que deves ter em conta na celebração do Natal em tempos de pandemia:
1. Cumprir as regras em vigor nestes dias e nesta quadra, nomeadamente em termos de mobilidade e ajuntamentos, em relação ao concelho, região ou País;
2. Se alguém estiver doente ou com sintomas deve cumprir as regras estipuladas;
3. Reduzir os contactos antes desta quadra festiva e durante esses dias. Socializar com o menor número de pessoas possível;
4. Em todos os contactos, durante esta quadra, deve reduzir-se o tempo de exposição. As pessoas devem estar juntas menos tempo e saber usar os espaços exteriores;
5. Reduzir os contactos em termos de núcleo familiar. Nesta época especial "a família são aqueles que habitam no mesmo espaço físico", ou seja, deve ser reduzido o contacto com familiares que morem noutra casa;
6. Limitar todas as celebrações e contactos ao agregado familiar, tendo contacto com os outros membros por meios digitais ou visitas rápidas "no quintal de uns e de outros" ou "nas escadas dos prédios";
7. Manter distanciamento (1,5 a 2 metros) em todas as situações: nas deslocações, nas cozinhas, nos convívios e nas salas. E evitar de todo os cumprimentos tradicionais;
8. A proteção é maior em espaços maiores e mais arejados. Não elimina o risco, mas diminui. As superfícies devem ser frequentemente desinfetadas;
9. Lavar e desinfetar as mãos frequentemente, usar máscara de forma adequada e manter a etiqueta respiratória;
10. Se estiveres com elementos de agregados familiares não coabitantes, evita a partilha de objetos. Evita também o consumo de substâncias que aumente "as afetividades".
O sub-diretor-geral da Saúde pediu também que se "honre o que está a acontecer em Portugal", com uma incidência acumulada a 14 dias a mostrar uma curva descendente, que temos de ter o respeito para que não se transforme, dentro de um mês, numa curva ascendente com consequências graves nos serviços de saúde e mortalidade aumentada.
Rui Portugal relembrou ainda que "família é quem vive na mesma casa" e que "é preciso criatividade e bom senso na altura das refeições".

