Porque é que toda a gente está a voltar a usar fones com fio?

Depois de anos dominados pelos modelos sem fios, os fones com fio estão a voltar a conquistar milhares de utilizadores graças à nostalgia, ao preço e à simplicidade.

MEGA HITS
08/07/2026

Os fones com fio, que muitos davam como ultrapassados, estão a viver uma autêntica segunda vida. A tendência tem ganho força sobretudo entre a geração Z, que está a trocar os modelos Bluetooth por uma alternativa mais simples, económica e até mais "cool"!

Apesar de os fones sem fio continuarem a dominar o mercado, as vendas dos modelos com cabo voltaram a crescer depois de vários anos em queda. Nos Estados Unidos, a categoria registou um aumento em 2025 e acelerou ainda mais no início de 2026, contrariando todas as previsões de que este tipo de produto estaria condenado ao desaparecimento.

Mas o regresso vai muito além do preço. Para muitos jovens, os fones com fio representam uma experiência mais simples: não precisam de bateria, não exigem carregamentos constantes, dispensam o emparelhamento por Bluetooth e funcionam assim que são ligados ao telemóvel ou computador. Num mundo cada vez mais dependente de tecnologia inteligente, esta simplicidade tornou-se precisamente o seu maior atrativo.

A nostalgia também desempenha um papel importante. Tal como aconteceu com os discos de vinil, as câmaras digitais compactas, os iPods e outros equipamentos dos anos 90 e 2000, os fones com fio transformaram-se num acessório de estilo para muitos jovens, que os veem como um símbolo de autenticidade e identidade.

Há ainda quem prefira os modelos com cabo pela qualidade do som, pela ausência de atrasos na transmissão de áudio e pelo facto de não dependerem de atualizações de software ou de ligações sem fios que, por vezes, falham. Além disso, custam normalmente uma pequena fração do preço dos modelos Bluetooth topo de gama.

Enquanto as grandes fabricantes apostam em fones cada vez mais inteligentes, com inteligência artificial, sensores de saúde e tradução em tempo real, muitos consumidores parecem procurar precisamente o oposto: um dispositivo que apenas faça aquilo para que foi criado, reproduzir música. E, ao que tudo indica, essa simplicidade está novamente na moda.