Será que os robotáxis vão chegar a Portugal?

Apanhar um táxi sem ninguém ao volante pode deixar de ser apenas coisa de filmes!

MEGA HITS
07/07/2026

O primeiro passo está dado: o Governo aprovou um novo decreto-lei que permite testar veículos com condução autónoma nas estradas portuguesas, desde que cumpram regras rigorosas de segurança, supervisão e seguros. A medida abre caminho para que empresas tecnológicas possam experimentar esta tecnologia no país antes de um eventual lançamento comercial.

Apanhar um táxi sem ninguém ao volante pode deixar de ser apenas coisa de filmes. Os robotáxis estão a ganhar terreno um pouco por todo o mundo e Portugal pode estar mais perto de entrar nessa revolução.

Ao mesmo tempo, a Europa está a acelerar os planos para a mobilidade autónoma. Vários países europeus já estão a preparar testes em larga escala e gigantes do setor, como a Waymo, empresa da Google dedicada aos robotáxis, já começaram a dar passos concretos para expandir a operação no continente. A criação da Waymo Iberia, em Espanha, é vista como um sinal de que Portugal poderá vir a fazer parte dessa expansão, graças ao novo enquadramento legal para veículos autónomos.

Mas afinal, o que são robotáxis? Na prática, são veículos capazes de transportar passageiros sem um condutor humano, recorrendo a câmaras, sensores, radares e inteligência artificial para interpretar o trânsito e tomar decisões em tempo real. Em cidades dos Estados Unidos e da China, este serviço já faz parte do dia a dia de milhares de pessoas.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios pela frente. Além da tecnologia, será necessário garantir que estes veículos conseguem circular em segurança nas estradas portuguesas e conquistar a confiança dos passageiros. Por isso, numa primeira fase, o mais provável é que os robotáxis sejam vistos apenas em projetos-piloto e zonas de teste.

Ainda não há uma data para começarem a circular em Portugal, mas uma coisa é certa: o futuro da mobilidade está cada vez mais perto e a ideia de entrar num táxi sem motorista pode deixar de ser ficção científica mais cedo do que se imaginava.