A presença portuguesa fez-se notar na Met Gala 2026, um dos eventos mais importantes e exclusivos do mundo da moda, graças a um dos looks mais comentados da noite.
A influenciadora norte-americana Emma Chamberlain surgiu na passadeira vermelha com um vestido criado pelo designer português Miguel Castro Freitas, atual diretor criativo da marca Mugler.
O look destacou-se não apenas pela sua grandiosidade e por ser colorido, mas também pelo conceito artístico, alinhado com o tema deste ano: “Fashion is Art”.
O vestido, “feito em organza e georgette, com babados em espiral em cascata, que parece uma segunda pele” foi pintado à mão pela artista Anna Deller-Yee, transformando o corpo da influenciadora de 24 anos numa verdadeira tela viva.
A peça exigiu um trabalho minucioso: cerca de 958 horas de confeção, com mais de 150 metros de tecido e centenas de folhos, criando um efeito visual dramático e fluido que marcou a abertura da passadeira vermelha.
Para Emma Chamberlain, esta foi uma das suas participações mais pessoais no evento, até disse que este ano levou-o muito mais a sério do que nos anos anteriores. Inspirada pelo seu passado familiar, com o pai pintor e muito ligado às artes, Emma quis que o vestido refletisse essa ligação emocional e diz que concorda plenamente que a moda é arte.
Noutras áreas que incluem a moda, neste caso no cinema, há uma marca portuguesa que aparece no novo filme “O Diabo Veste Prada 2”.
A marca de calçado de luxo Alameda Turquesa foi fundada pelas irmãs Ana e Carolina Santos em 2012 e já vinha a ganhar visibilidade fora de Portugal, tornou-se ao longo dos anos uma presença regular em red carpets e entre celebridades internacionais como Beyoncé, Kylie Jenner e Dua Lipa. O calçado até ja tinha marcado presença na série “Emily in Paris”.
No novo filme, que marca o regresso de personagens icónicas como Miranda Priestly (Meryl Streep) e Andy Sachs (Anne Hathaway), como sequela do filme lançado há 20 anos, a marca surge integrada no closet da revista fictícia “Runway”.
A participação das peças foi quase uma surpresa para as criadoras da marca, uma vez que a produção já as tinha contactado no ano passado para que enviassem alguns itens, mas não confirmaram nada. Foi só quando viram os modelos clássico e tote da carteira Hana no ecrã gigante que souberam que a sua marca estava a ser utilizada mais uma vez em Hollywood.
No Instagram, as criadoras da marca mostram a sua emoção ao ver a Alameda Turquesa no filme: “ainda estou a assimilar tudo. A Alameda Turquesa no grande ecrã. A nossa pequena marca familiar, da nossa cidade natal em Portugal, está em Hollywood. Ir ao cinema e ver as nossas peças. Quer dizer… Isto é de loucos, e num fim e tão iconico, estou a chorar imenso”.