"Tenham cuidado, ele é perigoso": o mítico Óscar Tacuara Cardozo anuncia o fim da carreira
Cardozo diz adeus. A lenda paraguaia que conquistou a Luz e o mundo encerra a carreira.
Eram 00h13 desta quinta-feira (16) quando o mundo do futebol parou para ouvir o último "tiro" de Óscar Cardozo. Através de um vídeo emotivo nas redes sociais, o eterno camisola 7 anunciou que vai pendurar as botas aos 42 anos, encerrando um capítulo de quase duas décadas dedicadas ao golo.
Embora tenha passado os últimos 9 anos ao serviço do Libertad, no Paraguai, foi no Benfica que Cardozo se tornou imortal. Entre 2007 e 2014, o avançado espalhou o pânico nas defesas adversárias com o seu pé esquerdo, fixando um recorde que ainda hoje perdura: 171 golos em 293 jogos, números que o coroam como o melhor marcador estrangeiro da história das águias.
Na hora da despedida, o avançado não esqueceu o clube que o projetou para o estrelato europeu. Com 7 troféus conquistados de águia ao peito (incluindo dois campeonatos nacionais), o paraguaio recordou com carinho a sua passagem pela Luz: “No Benfica senti-me em casa desde o primeiro dia. Foi um clube que me acolheu como um dos seus e onde consegui atingir o meu auge como futebolista.”
Após deixar Lisboa em 2014, o percurso de Cardozo passou pela Turquia (Trabzonspor), onde ainda este ano foi alvo de uma homenagem sentida, e pela Grécia (Olympiakos), onde juntou um título de campeão grego à sua coleção de títulos.
Em 2017, regressou às origens para representar o Libertad. O que muitos pensavam ser uma reforma antecipada transformou-se numa lição de longevidade. Cardozo continuou a jogar até aos seus 42 anos, tendo realizado o seu último jogo oficial no final de 2025.
Pela seleção do Paraguai, o "Tacuara" somou 58 internacionalizações e 12 golos. O ponto alto foi a presença no Mundial 2010, onde fez parte da histórica caminhada que levou o país até aos quartos de final, caindo apenas perante a campeã, Espanha.
A despedida de Cardozo retira dos relvados um ponta de lança à moda antiga, deixando no Estádio da Luz a memória de um pé esquerdo que nunca perdoava.

