"Paga um, leva três": Itália faz o hat-trick de ausências em Mundiais

A "Squadra Azzurra" continua mergulhada numa maldição que parece não ter fim. Esta terça-feira (31), o destino voltou a ser cruel para os tetracampeões mundiais que carimbaram a sua terceira ausência sucessiva da maior prova do futebol planetário.

01/04/2026

Desta vez, o vilão foi a Bósnia-Herzegovina! Num jogo de nervos em Zenica, Moise Kean ainda deu esperança aos italianos com o golo inaugural, mas Tabakovic restabeleceu a igualdade (1-1) que se arrastou até ao final do prolongamento. No desempate por grandes penalidades, os bósnios foram implacáveis, vencendo por 4-1 e garantindo a sua segunda presença de sempre num Mundial (após a estreia em 2014).

É um cenário difícil de digerir para uma seleção com o currículo de Itália. Entre os títulos e as finais de 1970 e 1994, o país vê-se agora fora de uma fase final pela quinta vez na sua história. O paradoxo é evidente, pelo meio desta seca de Mundiais, a Itália chegou a sagrar-se campeã europeia no Euro 2020, mas não consegue transpor esse sucesso para as qualificações globais.

Para encontrarmos a última imagem da Itália num Mundial, temos de recuar mais de uma década. Foi a 24 de junho de 2014, no Brasil, num jogo marcado pelo bizarro incidente em que Luis Suárez mordeu Giorgio Chiellini. Desde essa derrota contra o Uruguai, os adeptos italianos nunca mais viram a sua bandeira num relvado de um Campeonato do Mundo.

Na mesma noite, a Chéquia também carimbou o passaporte para o Mundial 2026. Tal como a Bósnia, os checos tiveram de recorrer à marca de 11 metros para levar a melhor sobre a Dinamarca, após um empate no tempo regulamentar.