E se Portugal ficasse de fora do Mundial 2026? (por causa de Donald Trump)
O jornalista britânico Piers Morgan defendeu que Portugal e outras seleções europeias deveriam ponderar suspender a participação no Campeonato do Mundo de 2026, numa tentativa de pressionar os Estados Unidos em plena escalada de tensões comerciais entre Washington e a União Europeia.
A sugestão foi feita por Piers Morgan numa publicação na rede social X, no contexto das ameaças de novas tarifas comerciais avançadas por Donald Trump relacionadas com o impasse diplomático em torno da Gronelândia.
Segundo Morgan, o futebol poderia ser usado como instrumento de pressão política durante as negociações.
“Talvez Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal, Holanda, Noruega e Itália devessem suspender a participação no Campeonato do Mundo enquanto continuarem as negociações tarifárias com o Presidente Trump. O afastamento de oito das dez seleções favoritas ao título poderia fazer com que algumas mentes se concentrassem”, escreveu o comentador.
Maybe England, France, Spain, Germany, Portugal, Netherlands, Norway and Italy should all pause participation in the World Cup while the various tariff negotiations continue with President Trump? 8 of the 10 favoured teams to win withdrawing might concentrate some minds.
— Piers Morgan (@piersmorgan) January 20, 2026
A declaração surge numa altura em que líderes da União Europeia se preparam para uma cimeira extraordinária em Bruxelas, dedicada às relações transatlânticas. A Comissão Europeia tem reiterado a intenção de privilegiar o diálogo, mas garante estar preparada para reagir caso as ameaças comerciais se concretizem.
Trump já afirmou que vários países europeus poderão enfrentar tarifas até 25% a partir de 1 de junho, caso não seja alcançado um acordo relacionado com a “compra completa” da Gronelândia pelos Estados Unidos, cenário rejeitado por governos europeus.
Apesar de não ter qualquer peso oficial, a proposta de Piers Morgan gerou forte reação nas redes sociais, dividindo opiniões entre quem considera a ideia provocatória e irrealista e quem defende que o desporto de alto nível também faz parte, inevitavelmente, da política.
Até ao momento, nenhuma federação europeia comentou a sugestão.




