O que mudou desde que "Stranger Things" estreou...

Quase uma década depois, Hawkins volta a abrir as portas do Upside Down e nós voltamos a 2016, o ano em que tudo começou!

02/12/2025

Com a estreia da quinta e última temporada de "Stranger Things", muitos fãs dão por si a olhar para trás e a perceber que esta não é apenas a despedida de uma série: é também uma viagem ao tempo em que tudo começou.

2016, no ano em que Hawkins entrou nas nossas vidas, o mundo testemunhava uma realidade tão diferente que hoje quase parece outra dimensão, não tão sombria quanto o Upside Down, mas certamente distante o suficiente para nos fazer sentir que estamos a revisitar outra era.

Quando a série estreou na Netflix, em julho desse ano, a plataforma e o streaming ainda estavam longe de ser os gigantes omnipresentes que conhecemos hoje.
“Stranger Things” foi uma das primeiras séries a criar verdadeiras maratonas globais e a mostrar que o streaming ia mudar para sempre a forma como vemos televisão.

Na cultura pop, 2016 foi um ano explosivo:
• Beyoncé lançou “Lemonade”
• Rihanna dominava o topo das tabelas com “Work”
• Drake vivia o auge com “One dance”
• Justin Bieber fazia o mundo inteiro cantar “Sorry”
• Billie Eilish, com apenas 14 anos, fazia upload de “Ocean Eyes” para o Soundclound sem imaginar que, anos depois, seria um dos nomes mais influentes da indústria.

A internet vivia noutro universo:
• O TikTok ainda era conhecido como Musical.ly e era um templo de lip-sync e transições exageradas.
• O Instagram não tinha stories, e vivíamos felizes com filtros VSCO, legendas poéticas tiradas do Tumblr e... hashtags? Eram obrigatórias.
• O Snapchat dominava tudo. Se não usavas o filtro do cão, não tinhas vida social.
• O Twitter era oficialmente o centro do mundo. Os memes nasciam ali, as tendências explodiam ali, e Stranger Things tornou-se viral… ali.
• O look obrigatório? Chokers e mom jeans
• O Mannequin Challenge parava escolas, estádios e até equipas de futebol.
• Pokémon GO pôs o mundo inteiro a caminhar quilómetros à procura do Pikachu
• O iPhone 6s, era objeto de desejo absoluto.



Em Portugal, 2016 é lembrado com orgulho: a Seleção Nacional, liderada por Fernando Santos e eternizada pela imagem de Ronaldo lesionado a dar instruções na linha lateral, conquistava o Euro 2016 e enchia o país de bandeiras, buzinas e lágrimas de felicidade.



No resto do mundo, 2016 era politicamente turbulento: o Brexit tinha sido aprovado no Reino Unido e Donald Trump ainda não tinha tomado posse para o seu primeiro termo como Presidente dos Estados Unidos da América, isso só aconteceria em janeiro do ano seguinte.


É neste cenário, meio caótico, meio mágico, que "Stranger Things" aparece, trazendo de volta a nostalgia, os sintetizadores, as bicicletas BMX, os walkie-talkies, os cabelos com permanente e o charme nerd dos anos 80. A série não só conquistou o público, como virou fenómeno cultural imediato e provou que a amizade é a energia mais poderosa do mundo mesmo contra o Upside Down.


Quase 10 anos depois…
O mundo mudou. As apps mudaram. A música mudou. O streaming explodiu.
Nós crescemos.
Os miúdos de Hawkins cresceram.


Mas "Stranger Things" manteve-se como um dos poucos fenómenos verdadeiramente globais capazes de marcar uma geração inteira. Agora, com o capítulo final, percebemos: não é só uma série a acabar é um ciclo da nossa vida!