Donald Trump critica escolha de Bad Bunny para o Halftime Show

O presidente dos Estados Unidos reagiu à escolha do artista para o intervalo do Super Bowl, depois Bad Bunny ter deixado o país de fora da sua tour.

08/10/2025

Donald Trump reagiu à nomeação de Bad Bunny como headliner do espectáculo de intervalo do Super Bowl, que irá acontecer dia 8 de fevereiro do próximo ano, durante uma entrevista no programa Greg Kelly Reports.

Durante a entrevista, um dos entrevistadores perguntou se os fãs de futebol americano deveriam “cancelar" a NFL por causa da decisão. Trump respondeu dizendo que nunca ouviu falar do Bad Bunny, não sabe quem é, e considera a escolha "ridícula". Acrescentou ainda que é um artista pouco “unificador”, uma vez que muitos americanos “nem sabem quem ele é”.

A escolha de Bad Bunny como headliner do Halftime Show é fruto de uma parceria entre a NFL, Apple Music e Roc Nation (empresa de Jay-Z), responsável pela produção do espetáculo.

Bad Bunny já tinha justificado que não incluiu datas nos Estados Unidos na sua digressão por receio de que o ICE (serviço de imigração norte-americano) pudesse marcar presença nos concertos e afetar especialmente os fãs latinos.

Corey Lewandowski, ex-chefe de campanha de Trump e atual conselheiro do Departamento de Segurança Interna, confirmou que, de facto, haverá operações de fiscalização de imigração durante o evento. A ameaça foi feita durante o podcast "The Benny Show", dias depois do anúncio oficial de que o artista porto-riquenho seria cabeça de cartaz:

“Não há lugar seguro para quem está neste país ilegalmente... nem no Super Bowl, nem em lado nenhum. Vamos encontrá-los, detê-los, colocá-los num centro de detenção e deportá-los”, afirmou.

Durante a estreia da temporada do "Saturday Night Live", Bad Bunny aproveitou para responder às críticas acerca do facto de ele comunicar e cantar quase totalmente em espanhol, dizendo com humor que quem não o entende tem “quatro meses para aprender”.