Campanha com Sydney Sweeney gera polémica
A American Eagle e Sydney Sweeney estão a ser alvo de duras críticas nas redes sociais, depois de muitos considerarem que a última campanha tem conotações racistas.
A marca American Eagle fez uma campanha que pretendia promover calças de ganga, com a atriz de Euphoria e White Lotus no foco central, mas o slogan tem vindo a gerar polémica e os comentários nas redes acerca do tema ainda não pararam de surgir. Em causa, está o trocadilho com as palavras "genes" e "jeans", que em inglês se leem da mesma forma, na frase “Sydney Sweeney has great jeans”.
No vídeo, Sydney diz “Os genes passam-se de pais para filhos e determinam coisas como a cor do cabelo, da pele e dos olhos. Os meus são azuis.” e, de seguida, uma voz masculina intervém a dizer: “Os jeans. Ela está a falar dos jeans.” Apesar do tom leve e bem-humorado, muitos espectadores viram nesta frase uma insinuação de superioridade relacionada com a raça ariana, especialmente considerando a aparência física de Sydney que é branca, loira e de olhos azuis. Alguns chegaram mesmo a acusar a campanha de ser “propaganda nazi” ou “supremacista", por dar ênfase à ideia de hereditariedade e “bons genes”.
Outras celebridades também já fizeram comentários acerca da campanha e das suas intenções, como é o caso de Doja Cat que partilhou um vídeo no TikTok em que repete a fala de Sydney Sweeney, com um sotaque carregado e tom de gozo. Várias personalidades ligadas ao marketing e à cultura digital acusaram a campanha de ser propositadamente ambígua e provocadora. A crítica centra-se no facto de que o anúncio parece brincar com temas historicamente sensíveis o que, para muitos, é inaceitável, mesmo que feito de forma subtil.
Por outro lado, houve quem defendesse Sydney Sweeney e a campanha, dizendo que a polémica está a ser exagerada e que se trata apenas de um jogo de palavras inofensivo. Segundo a American Eagle, a única intenção da campanha era de solidariedade, porque todos os lucros dos “Sydney Jeans”, umas calças de ganga com asas de borboleta bordadas, reverteriam a favor de uma organização de apoio a vítimas de violência doméstica, a Crisis Text Line.
Apesar da controvérsia, a verdade é que a marca teve resultados positivos, uma vez que as ações da empresa subiram cerca de 10% nos dias seguintes ao lançamento do anúncio.
Até agora, nem a atriz nem a marca se pronunciaram acerca desta polémica, no entanto, esta levanta, mais um vez, o debate sobre os limites da publicidade provocadora, o papel das marcas na sensibilização social e até que ponto se pode (ou não) brincar com símbolos e mensagens historicamente carregadas.

