Morreu Malcolm-Jamal Warner, estrela de “The Cosby Show”
Malcolm-Jamal Warner, ator e o eterno Theo de The Cosby Show, morreu aos 54 anos, na Costa Rica.
O mundo da televisão está de luto. Morreu Malcolm-Jamal Warner, ator norte-americano que conquistou gerações com o seu papel como Theo Huxtable na série “The Cosby Show”. Tinha 54 anos.
O ator faleceu na Costa Rica, onde passava férias com a família. De acordo com fontes locais, Malcolm-Jamal foi vítima de um afogamento na Playa Cocles, na província de Limón, uma zona conhecida pelas suas fortes correntes marítimas. Apesar dos esforços de salvamento por parte da Cruz Vermelha da Costa Rica, Malcom-Jamal foi encontrado inconsciente e declaro morto no local.
Malcom-Jamal ficou mundialmente conhecido nos anos 80 ao interpretar Theo Huxtable, o único filho, entre quatro filhas, de Cliff Huxtable, na série de sucesso “The Cosby Show”. O seu papel foi tão bom que foi nomeado para os Emmys de 1986, e ainda se tornou uma referência cultural para muitos jovens afro-americanos na televisão.
Mas Malcom-Jamal não ficou por aqui. Ao longo das décadas, continuou a brilhar noutros projetos da televisão, como “Malcolm & Eddie”, “Reed Between the Lines”, “Sons Of Anarchy”, “The Resident” e “Suits”. Para além disso, deu voz a causas sociais, produziu conteúdo independente e até (en)cantou no mundo da música, onde chegou a conquistar um Grammy de melhor performance tradicional de R&B em 2015.
Multifacetado, também era poeta, realizador e apresentador. Mais recentemente tinha criado um podcast, com outros dois apresentadores, “Not All Hood”. Um podcast que tinha como mote quebrar as barreiras à saúde mental na comunidade negra. Discreto na sua vida pessoal, Malcom-Jamal raramente partilhava os momentos com a filha ou com a companheira.
Depois da notícia da sua morte, as homenagens multiplicaram-se. A atriz Tracee EIIis Ross, que contracenou ao lado do ator em “Reed Between the Lines descreve-o como um “amigo e ator caloroso, gentil, presente e engraçado.”, já Taraji P. Henson agradeceu-lhe “a arte, a sabedoria e a graça”
Associações como a NAACP e o Centro Martin Luther King Jr. Também emitiram notas de pesar, recordando Malcom-Jamal como uma figura essencial na mudança de narrativa sobre a juventude afro-americana nas artes.
Malcom-Jamal deixa uma esposa e uma filha, cuja identidades nunca partilhou, uma vez que sempre foi muito discreto na sua vida pessoal.

