Lorde lança novo álbum (e - spoiler alert! - há uma faixa com sample de "Suga Suga"!)
Depois de três anos de silêncio, Lorde regressa com 'Virgin' — um álbum que mistura eletrónica, vulnerabilidade e letras sobre corpo, género e amor.
O quarto disco de estúdio da artista neozelandesa Lorde chegou esta sexta-feira (27) com 11 faixas. Intitulado Virgin, o álbum é descrito pela própria como “bruto, primal, inocente e espiritual” — uma espécie de renascimento artístico com estética eletrónica e confissões cruas. O disco conta ainda com colaborações de Devonté Hynes (Blood Orange), Buddy Ross e Fabiana Palladino.
O álbum tem vindo a ser antecipado ao longo dos últimos meses com os singles: “What Was That”, “Man of the Year”, e “Hammer” que inclui a frase que se tornou viral: “Some days I’m a woman, some days I’m a man”, que aborda o conflito interno acerca da identidade de género.
A capa do álbum, um raio-x real, é um manifesto de transparência, intimidade e autonomia corporal. Após ser questionada por Stephen Colbert no "The Late Show" acerca do que se podia observar na imagem, a artista respondeu: "Estás a olhar para a minha pélvis. As minhas caças, o meu cinto, e o meu DIU está mesmo ali!"
Entre os samples, destacam-se excertos de "Morning Love" de Dexta Daps na canção “Current Affairs” e o clássico "Suga Suga", de Baby Bash e Frankie J, em “If She Could See Me Now”.
A crítica internacional já teceu elogios, como por exemplo o The Guardian, que realçou os “coros cataclísmicos” e a eletrónica envolvente, e o NZ Herald (jornal nacional da terra-natal da cantora) destaca o regresso da “Lorde afiada” que fez história com Melodrama.
Já dizia Charli XCX, depois do Brat Summer do ano passado, agora é a vez de um Lorde Summer. Fãs nas redes falam em “álbum do ano” e sentem-se profundamente tocados pelas letras sobre identidade, sexualidade e distorção da imagem corporal.
Lorde parte agora para a "Ultrasound World Tour", com datas na Europa, EUA e Oceânia. Portugal? Ainda não está na lista mas quem sabe?!...

