Polémica na Eurovisão: Espanha pede auditoria ao televoto

Três dias depois, a final da Eurovisão continua a dar que falar por causa de Israel!

20/05/2025

A edição de 2025 do Festival da Eurovisão ficou marcada pela vitória da Áustria, mas o que realmente está a dar que falar são as pontuações controversas atribuídas a Israel. As grandes diferenças entre os votos do júri e do público em vários países, nomeadamente no caso espanhol, estão a gerar polémica.

Espanha está indignada com o resultado final e não perdeu tempo: apresentou uma queixa formal à União Europeia de Radiodifusão (UER), organizadora do evento, exigindo uma auditoria ao teleponto espanhol. A indignação surgiu depois do público espanhol ter atribuído 12 pontos, a pontuação máxima, à representante israelista, Yuval Raphael.

A RTVE, televisão pública espanhola, foi muito crítica e alega que as votações podem ter sido influenciadas pelas tensões geopolíticas, nomeadamente pelo conflito em Gaza. Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol também já veio a público falar sobres este assunto, e defendeu a exclusão de Israel da Eurovisão, tal como aconteceu com a Rússia em 2022 após a invasão à Ucrânia.

Espanha não está sozinha nesta contestação. A Bélgica também já se manifestou e fê-lo em direto. Durante a semifinal, o canal VRT transmitiu uma mensagem a condenar os ataques israelitas: “Condenamos as violações dos direitos humanos por parte do Estado de Israel. Além disso, o Estado de Israel está a destruir a liberdade de imprensa. Por isso, vamos interromper a emissão por um momento. Cessar-fogo já, parem o genocídio.” Uma atitude que está a gerar ondas por toda a Europa.

A pressão sobre a UER continua a crescer. No início de maio, vários artistas europeus assinaram uma carta aberta a exigir a exclusão de Israel do festival, entre eles Salvador Sobral, Fernando Tordo, Lena D'Água e António Calvário. No documento, os artistas acusam Israel de levar a cabo um “genocídio contra os palestinianos em Gaza” e denunciam um “regime de apartheid e ocupação militar”.

A polémica está longe de acabar e só nos resta esperar pela decisão da organização do Festival da Eurovisão.